Imprensa - Devires Autobiográficos (release)

 

ReleaseDEVIRES AUTOBIOGRÁFICOS
                                   A atualidade da escrita de si

 

 

Lançamento: Livraria Argumento do Leblon

Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon – Rio de Janeiro

Dia: 28/11/2009

Horário: a partir das 19:00 h

 

 

Autora: Elizabeth Muylaert Duque-Estrada

Co-edição: Nau Editora e Editora da PUC-Rio

 

Em “Devires Autobiográficos - A atualidade da escrita de si”, Elizabeth Muylaert Duque-Estrada realiza uma pesquisa sobre a autobiografia, apresentando a atualidade das questões envolvidas nesse tipo de narrativa que sintetiza, como nenhum outro gênero de literatura, as complexas relações entre verdade e ficção, entre realidade, subjetividade e linguagem.

Afirmando positivamente aquilo que a autobiografia não é e não pode ser - afirmando a sua impossibilidade de cumprir a promessa de apresentar a verdade de uma vida reunida numa trama narrativa – o livro percorre de forma viva e instigante os caminhos da escrita que é tecida por entre os vãos da memória de seu sujeito/autor. Este, embora se apresente como o senhor de sua narrativa, revela-se, antes, como o ponto de tensão da relação entre linguagem e realidade, suspenso entre ambas, numa arena de negociações em que a subjetividade se constrói ao mesmo tempo em que a escrita.

Ao abordar as narrativas em primeira pessoa e explorar as perspectivas que vão se abrindo ao longo da escrita, “Devires Autobiográficos” provoca uma reflexão sobre a estrutura de relação a si que caracteriza o auto da autobiografia. Numa época marcada pela retirada do sujeito do centro da experiência do pensamento crítico contemporâneo, apresenta-se como uma obra que faz jus à radical atualidade da questão do autobiográfico, sensível à natureza plástica do eu que se tece na escrita de si.

 

Mais sobre o livro:

 

“Conta-se que o poeta francês Lamartine, depois de ter escrito um de seus mais famosos poemas autobiográficos, no qual evoca a casa onde nascera, em Milly, visitou-a e deu-se conta de que sua fachada e jardim pouco se assemelhavam à casa que a sua memória criara. Sob o impacto da perturbação trazida por esta não coincidência entre a sua memória e aquilo que reviu, Lamartine viu-se diante da urgência de reconstruir a casa onde passara a sua infância, de modo que ela se mostrasse fiel ao seu poema.”

 

O fenômeno da escrita de si jamais se deixa apreender por qualquer construção teórica, por mais abrangente que ela possa ser. Longe de pretender oferecer uma exposição sistemática da autobiografia, como se ela constituísse um determinado campo de pesquisa, a autora desenvolve uma reflexão ensaística para percorrer os meandros um tema irredutível a qualquer ideia de totalidade. Mais do que um estudo sobre a autobiografia, ou sobre uma narrativa autobiográfica em particular, este livro procura ir tão longe quanto possível numa reflexão filosófica sobre o processo sem fim em que o eu se tece na trama da escrita.

Além dos aspectos teóricos que dão corpo à problemática da autobiografia, a autora aborda: a novidade radical trazida pela subjetividade dilacerada do “homem do subsolo”, de Dostoiévski; a complexidade dos processos envolvidos na construção da subjetividade que são postos a nu com Nietzsche e a partir dele; a compreensão da natureza estratégica da narrativa autobiográfica a partir de Montaigne, Rousseau e Barthes, e, finalmente, as questões de cunho político envolvidas tanto na escrita de si quanto na crítica da subjetividade no cenário intelectual contemporâneo.

 

 

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